Foo Fighters – Concrete and Gold | Crítica

Honestidade e (Dês)Equilíbrio

David Grohl sofre uma fratura na perna. Rumores de separação da banda. O anúncio de um hiato por tempo indeterminado. O lançamento surpresa do single Run e a confirmação de um novo álbum. Esse é o background de Concrete and Gold, nono álbum de estúdio da banda Foo Fighters, lançado em 15 de setembro de 2017, que também é um fio condutor do que é apresentado no disco: honestidade, (des)equilíbrio, força e surpresa.

Honesto ao Foo Fighters, o álbum, dentro de seus baixos e altos, tem alma de rock clássico impressa. Riffs carregados de força e sentimentalismo. Ora gritos estridentes, ora elegante voz. David classifica o álbum como uma versão da banda Motorhead’s para o álbum Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (1967) – e há, realmente, muito de Beatles dentre as onze músicas que compõe o disco.

A grande surpresa veio através do anuncio do responsável por assinar a produção musical do material: Greg Kurstin. Com dez nomeações e quatro estatuetas do Grammy, o produtor, que costumeiramente acompanha grandes nomes do pop mundial – como Adele, Kelly Clarkson e Pink -, pela primeira vez colaborava com um disco de rock. E que belo casamento. O já marcante e robusto som da banda toma proporções minimalistas e ao mesmo tempo megalomaníacas na mão de Greg, que consegue, dentro de um desequilíbrio sonoro, encontrar solidez, força e sintonia para o álbum.

Destaque também para as participações especiais, que contam com nomes como Justin Timberlake, Alisson Mosshart, Shawn Stockman e com Sir Paul McCartney (que tira a sua de baterista, vejam só).

Concrete and Gold é um álbum difícil de digerir, seja pelo maravilhoso passeio em uma montanha russa de sonoridades, seja pelo sentimental marcado nas líricas. O disco mostra a quem afirmava que Foo Fighters estaria ao fim que a banda ainda tem muito para dar no cenário da música mundial.

Nota: 5/6 (Muito Bom)

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