Lady Bird | Crítica

Com a mão autoral, Lady Bird mostra uma nova e sensível visão sobre a adolescência

Dirigido e escrito por Greta Gerwing. Com Saoirse Ronan, Laurie Metcalf, Lucas Hedges, Timothée Chalamet, Odeya Rush, Beanie Feldstein, Tracy Letts, Jordan Rodrigues, Stephen Henderson, Lois Smith.

Em sua primeira empreitada como diretora, Greta Gerwig, já rotulada no cenário indie norte-americano, pelo filme que escreveu e protagonizou, Frances Ha, já mostrou seu talento, sendo logo indicada ao Oscar de melhor diretora em um filme que, além de ser uma epopeia do sentimento adolescente, tem uma mão autoral e um toque autobiográfico.

O filme conta a história de Christine “Lady Bird” McPherson (Ronan), uma adolescente que está exatamente no ponto onde deve escolher o que deve fazer com seu futuro. A menina de personalidade forte sempre está em um jogo de devaneios com suas próprias expectativas – como é marcante na adolescência -, porém, a forma sincera como se dá o desenvolvimento dela ao decorrer do filme dá algo especial para esta jornada.

Muito da qualidade do filme vem da relação da protagonista com a sua mãe (Laurie MetCalf). Em todos os diálogos delas no filme, é exposto um nível de dedicação das atrizes onde há um peso que é inegável e central para o desenvolvimento da trama, isto é, o amadurecimento da menina. Um exemplo marcante é já na primeira cena do filme, em uma conversa rotineira da protagonista em um carro, mas que acaba de uma forma inusitada e já apresenta o tom que segue todo o filme.

A diretora deixa a sua marca. Em questão narrativa, passeia tranquilamente entre a comédia e o drama, sem tornar a obra forçada, como ocorre ordinariamente, entretanto não deixa de ser uma visão verdadeiramente realista e sensível sobre o caminho para a maturidade de um ponto de vista pouco visto antes: o feminino.

Mesmo sendo tecnicamente comum, o filme é pertinente em sua proposta principal. Ela consegue nos levar juntos na jornada e nos imerge em sentimentos bons, deixando no final um gosto doce na boca.

Nota: 5/6 (Muito Bom)

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servidor público. co-criador da Catacrese. amante das telas e das páginas. cinéfilo. cinemófilo. cinemafílico. cinemático. cinestésico. cinemafóbico. wannabe writer.
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