Man of Steel 2 – O Que Esperar?

Esse ano uma notícia retumbou através dos sites na internet: a Warner havia já começado a pré-produção de Man of Steel 2, e não apenas isso, havia colocado a produção como prioridade máxima para o estúdio.

Massacrado pela crítica leiga e especializada, o estúdio respira através de aparelhos para colocar nos trilhos a mitologia do DCEU. A bem da verdade, é inconteste que, embora severamente criticado, Man of Steel é o filme mais bem aceito do universo estendido até então. Vale lembrar que, esse ano, foram lançados os dois outros únicos filmes do mundo compartilhado (Batman v Superman e Esquadrão Suicida, mais recentemente), cujas reputações estão sendo absolutamente reduzidas a pó.

A alegação da sequência é que seria necessário “acertar o tom” do personagem. Inconscientemente, a produtora persiste no mesmo erro, já que sua falta de convicção leva a remendar eternamente o que fazem. O novo Super-Homem, interpretado por Henry Cavill (muito bem aceito pelo público, diga-se de passagem), é um herói mais realista. Menos escoteiro que os Clarks Kents que vimos na vida, o kryptoniano é muito mais humano que qualquer outra encarnação do personagem.

Super-Homem é, por essência, um releitura bíblica clara para o público jovem. Por mais primorosos que sejam os primeiros filmes da sequência original, Clark Kent nunca esteve tão próximo de ser comparado a Jesus Cristo como agora. Após uma quatrilogia que foi do céu a fundo do poço e um reboot (que, na verdade, assumiu-se tacitamente ser um quinto filme da série original) que ainda dá náuseas só de lembrar, Christopher Nolan, David Goyer e Zack Snyder divagaram com a pergunta mais pertinente de todas: o que aconteceria se aparecesse um alienígena hoje, agora, nesse momento? Em filmes que abusam do fantástico, essa pergunta torna-se crucial para o bom andamento da obra.

Homem de Aço trouxe consigo um maravilhoso elenco. Henry Cavill se entregou ao papel de tal forma que em algumas cenas de “flashback” não existiu necessidade de rejuvenescimento em computação gráfica, a própria aura do ator era juvenil. Diane Lane e Kevin Costner são os verdadeiros pais do herói, ambos colocando peso em seu crescimento mental e emocional (embora o relacionamento de Clark com seu pai pudesse ser melhor explorado). Michael Shannon dá show; um vilão que acha que não é vilão e tem motivos para achar isso; melhor receita para a profundidade do antagonista. Russel Crowe e Lawrence Fishburne mostraram todo seu ar patriarcal e cheio de sapiência. Em meio a tudo isso, estava a ofuscada Amy Adams, muito discreta.

Parece difícil que Zack Snyder continue comandando algo na Warner (primeira vitória). Há algum tempo, houve um boato de que a produtora estaria em conversas com George Miller (que fez um sucesso estrondoso com Mad Max: Estrada da Fúria), mas não se sabia exatamente para o quê. Uns comentavam que poderia ser para o famigerado reboot do Lanterna Verde, o Green Lantern Corps, outros sugeriam exatamente isso: George Miller, com a bênção de Deus, encabeçaria a produção de Man of Steel 2.

Aliás, existiam duas datas já agendadas para produções de obras da DC Comics que a Warner Bros. não havia divulgado o título (para os anos de 2018 e 2019). Agora ficou apertado, sabemos que se especula fortemente uma sequência de Esquadrão Suicida, há o filme solo de Batman, e agora temos essa informação. Como proceder? Possivelmente poderemos ter um anúncio de redefinição de agenda, inserindo o novo filme solo do Super-Homem, pois, como foi dito, está classificado como prioridade máxima.

Quanto ao enredo, a única coisa que se presume é que o retorno do Super-Homem não deve ser uma preocupação, já que o filme dA Liga da Justiça deve abordar o tema (Zack Snyder continua como diretor deste; corram para as montanhas). O retorno de Lex Luthor (Jesse Eisenberg) me parece certo, embora sua nova encarnação seja absolutamente descartável.

Além de George Miller, gostaria muito de ver Christopher Nolan (desde que não comandasse as cenas de ação) na direção. Nolan acertou em cheio na trilogia de Batman, tem muito crédito com os fãs.

Quanto aos vilões, Brainiac deve ser resguardado para enfrentar a Liga da Justiça, após Darkseid. Assim, para evitar a síndrome de Michael Bay do filme passado, além de Lex Luthor, seria muito bom ver o Metallo ou Super Ciborgue nas telas, pois poderia relacionar facilmente os vilões; Parasita e Bizarro são apostas extremamente altas para serem os antagonistas. Mongul seria muito parecido com o Darkseid e Zod, por isso deve ser descartado.

(Nota do Autor: eu, particularmente, gostaria que o vilão do filme fosse o Lobo, pois seria a oportunidade perfeita para o nascimento do anti-herói; lança-se o personagem querido por todos e ajuda a dar audiência para o novo filme do Super-Homem. Após isso, Lobo já estaria consolidado para um filme solo, que é um pleito de todos os fãs).

De qualquer sorte, como exposto, o maior temor é que, para acertar o tom, a Warner novamente obrigue o eventual diretor a mudar seu estilo ou a psiquê do personagem. A falta de convicção no foi estabelecido é o pior dos males que está sendo cultivado.

O kryptoniano da geração atual é mais palpável. Não existe girar a Terra ao contrário para voltar no tempo. Se nosso mundo não é HQ, o dele também não o é. Homem de Aço tem um futuro promissor para o universo cinematográfico da DC. Se – assim, no condicional – a sequência manter a qualidade e derem o espaço que o herói merece, no futuro ele poderá ser o pilar de sustentação do DCEU.

servidor público. co-criador da Catacrese. amante das telas e das páginas. cinéfilo. cinemófilo. cinemafílico. cinemático. cinestésico. cinemafóbico. wannabe writer.
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